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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Em que lugares o ano não começa em 1º de janeiro?

Em mais de uma dezena de países - mais especificamente, em todas as nações que não utilizam o chamado calendário gregoriano, baseado no movimento do Sol. Esse calendário, que tem como marco inicial o nascimento de Jesus, é adotado pelo Brasil e pela maioria das nações ocidentais. Mas na China, por exemplo, o que vale é uma contagem baseada nos ciclos da lua, introduzida no ano 2637 a.C. pelo imperador Huang-ti, com anos de 363 dias. Neste ano, os chineses comemoram a passagem para o ano 4702 no dia 9 de fevereiro. Já em países do Oriente Médio como Arábia Saudita e Iêmen, a marcação mais usada é o calendário islâmico, que começa em 622 d.C. Foi nesse ano que ocorreu a Hégira, episódio em que Maomé, fundador do islamismo, fugiu da cidade de Meca para Medina. Pelo calendário islâmico, cada ano tem 354 ou 355 dias. No dia 10 de fevereiro deste ano, celebra-se o primeiro dia do ano 1426. Das nações islâmicas, as únicas exceções são Irã e Afeganistão, que usam um calendário parecido com o islâmico, mas com anos de 365 dias. Para iranianos e afegãos, a virada para o ano 1384 acontece no dia 21 de março. Ainda no Oriente Médio, os judeus de Israel saudarão o ano novo de 5766 apenas no dia 4 de outubro. O calendário judaico tem anos de 353 a 355 dias e começa em 3761 a.C., que para os judeus é o ano de criação do Universo. Por último, vale lembrar que na Índia os hindus também têm um calendário religioso, em que o ano corrente é 1926. Por lá, a passagem de ano será celebrada em 22 de março de 2005.

Fonte:ME

sábado, 25 de dezembro de 2010

Por que o Natal é comemorado em 25 de dezembro?

 
Parece incrível, mas a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e "cristianizaram" a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. A tal festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti ("nascimento do sol invencível"), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa - ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25. A origem da data é essa, mas será que Jesus realmente nasceu no período de fim de ano? Os especialistas duvidam. "Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, é consenso que ele não nasceu em 25 de dezembro", afirma o cientista da religião Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em dezembro, os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. "Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria. Mesmo lá dentro, o frio seria insuportável em dezembro", diz Caldas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno.

Fonte:ME

domingo, 19 de dezembro de 2010

Como era a vida de um dinossauro?

Era tão diversa quanto o número de espécies existentes - até hoje, foram descritos por volta de mil dinos diferentes, com hábitos de vida bem variados. Eles dominaram a Terra por quase 150 milhões de anos, até serem extintos há cerca de 65 milhões de anos - segundo a teoria mais aceita, por causa de um impacto de um asteroide com a Terra. Nesta reportagem, elegemos como personagem o tiranossauro rex (Tyrannosaurus rex), um dos grandalhões mais populares, estrela do filme O Parque dos Dinossauros, de Steven Spielberg. Com 13 metros de comprimento, 6,5 metros de altura e pesando 8 toneladas, ele é considerado, com razão, um dos animais mais ferozes de todos os tempos. )):-$ x

NASCIDO PARA DEVORAR
Saído de um simples ovinho, em poucos anos o tiranossauro rex já estava tocando o terror

Assim como os demais dinos, o tiranossauro nascia de um ovo. A cada postura, a mamãe rex punha de 10 a 20 ovos, que, acredita-se, não eram chocados, mas enterrados na areia ou na lama, mais ou menos como as tartarugas fazem hoje. Em até um mês o bicho já dava seus rugidos no mundo. Não há consenso entre os especialistas, mas acredita-se que os filhotes eram cuidados pela mãe. A ausência de marcas de fraturas em fósseis de animais jovens sugere que eles viviam em um ambiente protegido. Supõe-se que os tiranossauros se organizavam em grupos, formados por fêmeas adultas e animais jovens. Ao atingir a maturidade sexual, por volta dos 10 anos de idade, os machos deixariam o bando. Os garanhões poderiam viver sozinhos ou formar um "clube do bolinha", só de machos.
Apesar da cara de mau, os estudiosos até hoje não sabem se o bicho era, de fato, um predador imbatível. Seja como for, quando jovens, eram ágeis e caçavam em bando, para o azar de suas presas, como os ceratópsios e os anquilossauros, que eram consumidos num "banquete" pelos tiranossauros. Embora os tiranossauros fossem pra lá de ferozes e estivessem no topo da cadeia alimentar, a vida dos mais jovens nem sempre era fácil. Vira e mexe, eles podiam ser atacados por bandos de predadores, como os endiabrados velociraptores. Os animais adultos é que quebravam o pau para defender o grupo. Um tiranossauro vivia cerca de 30 anos.
Ao atingir a idade adulta, por volta dos 16 anos, o bichão crescia numa rapidez incrível. De 6 metros de comprimento e 2 toneladas, a fera aumentava assustadoramente para 13 metros de comprimento e quase 8 toneladas! Na época do acasalamento, os machos usavam seu olfato apurado para identificar as fêmeas que estavam no cio. E, na hora do bem-bom, as moçoilas levantavam sua pesada cauda para dar uma ajudinha ao parceiro.
Com o avanço da idade, os tiranossauros ficavam cada vez mais lentos. Com isso, acabavam não se dando bem nas caçadas. Para não morrer de fome, viravam carniceiros e, como bons urubus, passavam o resto da vida se alimentando de restos de outros animais. A velhice era uma fase difícil para o dentuço. Além de menos ágil, acredita-se que, antes de morrer, ele ainda ficava banguela, o que o impedia de comer. A perda de dentes era algo comum durante toda a vida. Só que, na juventude, quando um dente caía, nascia outro no lugar - o que não rolava na velhice.

Fonte:Me

sábado, 18 de dezembro de 2010

Como o pombo-correio sabe para onde levar a encomenda?

Existem algumas teorias sobre a capacidade de orientação dos pombos-correio, mas nenhuma delas é 100% comprovada. O que se sabe é que os pombos-correio sempre voltam para onde nasceram. E é só para lá – e não para qualquer lugar – que eles levam a encomenda. As explicações mais comuns são:

- Os pombos têm um “instinto natural” parecido com o de aves migratórias;
- A visão privilegiada permite que localizem pontos de referência com facilidade;
- Eles se orientam pela posição do Sol;
- Eles possuem uma “bússola natural”, formada por partículas de magnetita no bico. O mineral apontaria o norte da Terra. Os pombos-correio são usados há muito tempo, inclusive na Primeira Guerra Mundial. Sem comunicação por rádio, eles levavam recados entre os batalhões. :->

CARTEIRO ALADO
Como o pombo Cher Ami ajudou um batalhão na Primeira Guerra Mundial

Cher Ami nasceu e foi criado em uma base do Exército americano próximo à cidade de Binarville, na França. Depois de treinado, ele foi doado ao comandante da 77a Divisão de Infantaria Americana. Esse grupo ficou conhecido como o Batalhão Perdido por ficar preso em uma depressão na floresta de Argonne, ali perto. O Batalhão Perdido avançou rumo ao norte, enquanto o resto dos americanos ficou no sul. Assim, o batalhão acabou cercado por inimigos alemães e também sob fogo amigo dos americanos, que não sabiam que havia aliados ali. O comandante do batalhão mandou uma mensagem aos compatriotas por meio de Cher Ami. Após ter percorrido 40 quilômetros em 25 minutos, atravessando a região ocupada pelos alemães, o pombo chegou à artilharia americana gravemente ferido, mas entregou a mensagem. O texto indicava a localização do batalhão e pedia que cessassem o fogo. Os 194 soldados do Batalhão Perdido comemoraram, aliviados.

VETERANO DE GUERRA
Mensagem entregue por pombo salvou 194 vidas

O voo de Cher Ami (“Caro Amigo”, em francês) para salvar a 77a Divisão ocorreu em outubro de 1918. E foi a última missão do pombo, que foi gravemente ferido durante o voo. Alvejado pelos alemães, acabou ficando cego de um olho, teve o peito atravessado por uma das balas e uma de suas pernas foi arrancada! Apesar dos ferimentos, ele entregou a mensagem aos destinatários e salvou 194 americanos do Batalhão Perdido. Depois da façanha, Cher Ami teve que se aposentar, mas ganhou a Cruz de Guerra francesa em homenagem ao seu heroísmo.

Fonte:Me

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Como surgiram os nomes das cores?

SORRISO AMARELO
Na Antiguidade, pensava-se que a icterícia, uma doença que deixa as crianças amareladas, vinha da bílis, secreção produzida pelo fígado que era chamada "humor amargo". No latim, amargo era amargus, que no diminutivo virava amarellus, que acabou virando amarelo

AGENTE LARANJA

Quando os árabes resolveram fazer uma "visitinha" à Europa, trouxeram na bagagem a fruta laranja - nárandja, em árabe. De lambuja, acabaram batizando a cor

CARTA BRANCA

Em geral, dizemos que algo bem liso e brilhante é "branquinho". Os latinos também achavam isso e pegaram o germânico blank, que significa polido, para falar da cor. Aliás, o termo "armas brancas", usado para facas e punhais, vem daí: branco de polido, reluzente

NO "APRETO"

O nome da cor preta vem do latim appectoráre, que queria dizer "comprimir contra o peito". Como assim? É que, com o tempo, o appectorár virou apretar. E, por uma analogia muuito criativa, deu no preto, querendo dizer algo denso, espesso, "apertado"

SANGUE AZUL

Foi uma pedra preciosa chamada lápis-lazúli que batizou a cor azul. Lápis não conta, porque já queria dizer pedra em latim, mas o lazúli veio do árabe lázúrd, nome da rocha azulada. Em latim, o que era pedra continuou pedra, e a cor ficou simplesmente azul

MARROM-GLACÊ

A castanha portuguesa, aquela do Natal, chama-se marron, em francês. E foi da cor desse fruto que veio o nosso marrom. Aliás, o marrom-glacê é isso: um doce escuro feito de castanha portuguesa

MASSA CINZENTA

O cinza nasceu daquela massa de pó misturado com brasas que sobra no fim das fogueiras. Por associação, a palavra latina cinisia, que queria dizer cinzas, transformou-se também no nome do tom preto-claro

VERMELHO-SANGUE

Antigamente, como ninguém conhecia urucum nem pau-brasil na Europa, o único jeito de fazer tinta vermelha era usar um inseto - hoje chamado de cochonilha - que, esmagado, virava um vermelhão. O nome dessa cor vem do latim vermiculum, vermezinho

VERDES ANOS

Aqui chegamos a uma das poucas cores que já nasceu cor. O verbo latino vivere significava estar verde, verdejar. Dele é que nasceu a associação do verde com algo que está nascendo, que ainda não está pronto

CONSULTORIA - Mário Viaro, filólogo da Universidade de São Paulo (USP)